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Governo francês escapa a moções de censura mas enfrenta novas ameaças

Governo francês escapa a moções de censura mas enfrenta novas ameaças

A moção de censura da França Insubmissa obteve 269 votos a favor, enquanto a da União Nacional contou apenas com o apoio de 142 deputados.

RTP /
Gonzalo Fuentes - EPA

As moções de censura da direita e da esquerda radicais foram chumbadas esta sexta-feira pelo Parlamento francês. As razões prendem-se com o anúncio do primeiro-ministro em forçar a aprovação do orçamento das receitas sem votação parlamentar.

Após o chumbo das moções, Lecornu anunciou uma nova ativação do artigo 49.3 para o orçamento das despesas, o que levou direita e a esquerda radicais a anunciarem a apresentação de novas moções de censura
.Na terça-feira, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou com “com um certo pesar e um pouco de amargura” que iria ativar o artigo 49.3 da Constituição para o orçamento, que prevê a passagem de legislação sem votação parlamentar, a não ser que seja aprovada uma moção de censura.


Lecornu lamentou que o país está a caminhar “para um beco sem saída” e que “a primeira missão do governo é dar um orçamento à nação”, após meses de negociações sem sucesso, mas que foram suficientes para os socialistas não votarem a favor da moção de censura ao lado dos seus aliados à esquerda.

A França Insubmissa, de esquerda radical, representada por Eric Coquerel, considerou o orçamento uma “fraude” que permitiu o que os “ultrarricos“ se “enriquecessem legalmente”.

Coquerel acusou os seus aliados socialistas, que apoiam o Governo, de que as concessões feitas pelo executivo de aumentar o subsídio de desemprego e ampliar o programa de refeições aos estudantes “não constituem progresso”.

A União Nacional, de direita radical, na voz de Marine Le Pen, apelidou a ativação do artigo 49.3 de “traição”, acusando o Governo de “não conseguir encontrar uma maioria política para apoiar um projeto do interesse da França”.

Le Pen avisou os partidos que apoiam o Executivo de que “o povo francês está a ver-vos e irão fazer-vos pagar o preço por isto no boletim de voto”. E classificou o texto do orçamento como um “Chernobyl orçamentário”.

O défice orçamental deverá ser de cinco por cento, abaixo dos 5,4 de 2025, mas acima do limite europeu de três por cento.
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